Chimarrão psicodélico da erva proibida
Põe na roda da amizade é sempre uma boa pedida
Dê a partida com a direita meu irmão não esqueça
Contrariando o relógio que assim permaneça
Se você não tá ligado é como a lei do duende
Ronca a cuia, ceiva a erva só gaúcho entende
A água é quente, justamente por um motivo
Ritual tradicional, cunho degustativo
Meu amigo, a semelhança por aqui não é em vão
Ambas fortalecem os laços e causa aproximação
Uma é alvo de elogios a outra discriminação
Enquanto isso eu aguardo ela chegar na minha mão
Cuia e seda tão distintas porém parecidas
Pois acolhem quando podem nossas preferidas
Matéria prima é o porongo cola ai pra vê
Não confunda o mate amargo com o tererê
Vai se envolvê, então cuidado não queima o beiço
Aquece o pelo no inverno de bate os queixo
A erva é grossa, coisa nossa, não entope a bomba
Passa a bola, passa a goma, vou descer a lomba
E nessa onda, que eu aprendi os bons costumes
Maragato ou Ximango faca de dois gumes
De perfumes bem distintos, porém nada extintos
Abre o nosso apetite nos deixa famintos
Seu cultivo é artesanal, uau, nada mal
Nordestino não conhece então paga um pau
Na moral, esse papo me encomoda
Gente que não leva a sério ou acha que é moda
Que fura a roda, ou tem boca de piscina
Vai cansar de tomar toco ai a vida ensina
Serve o chima, e da a continuação
Nessa eu saio por cima e com a cuia na mão
E os irmão, também não ficam pra depois
Põe a engorda ai na roda e bola mais dois
Pois, a chaleira ta no fogo
E na próxima mateada tamo ai de novo!
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