domingo, 12 de novembro de 2017

Inquietude

Sem alter ego, identidades
Como fantasma em corpo etéreo
Estou em todos os lugares
Sem nomes e sem rostos
Sou a massa dominada,
Sou o negro e o favelado
Sou a mulher assediada
Sou o moleque do semaforo
Sou o tudo e sou o nada
Sem bandeira e sem partido
Sou poeta, sou bandido
Sou o eco da calada
Sou o grito da quebrada
 Sou o cachorro vira-lata 
Minha casa, é na calçada;
Sou os artistas de rua
Sou as vozes no metro
Sou batuque no terreiro
Sou rapaz trabalhador
Terrorista e baderneiro
É quem clama por valor
Sou o salário parcelado
Que sustenta o professor
Sou as faixas e as bandeiras
Sou os blacks e os blocs
Sou as mãos incorformadas
Que atiram molotovs
Sou as bruxas não queimadas
Sou os livros proibidos
Sou ideias perigosas
Sopradas nos ouvidos..
Sou raízes sufocadas, que arrebentam as calçadas
Sou a vida sou o verde, na cidade acizentada
Sou cartazes anarquistas
Espalhados na cidade
Sou aquele busão lotado
De sonhos e de vaidades;
Sou a vida em várias formas,
Sou o próprio movimento,
Sou você a toda instante,
Sou o agora sou momento;
Sou a pulga atrás da orelha,
Sou o ideal comum,
Sou a voz na sua cabeça,
Somos todos, Somos um;























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